O Bispo de Tete, Dom Diamantino Antunes, na companhia do pároco, o Padre Carlo Biella, o seminarista Coutinho e dos leigos missionários Serafino Piras e Diego Pedrini, fez visita à Missão de Miruro, situada a 550 km de Tete, no extremo Oeste de Moçambiuqe, na fronteira com a Zâmbia. Neste recôndito lugar, de difícil acesso ainda hoje, os Missionários Jesuítas fundaram em 1890 a Missão de São Pedro Claver de Miruro, onde construiram edifícios de grande porte e realizaram uma extraordinária obra de evangelização e educação. Abandonada desde 1965, a missão estavam em ruínas. Há um ano atrás a diocese de Tete iniciou o trabalho de reabilitação. O Bispo de Tete deslocou-se a Miruro para verificar os trabalhos e proceder à abertura da Porta Santa do Jubileu na igreja de Miruro já reabilitada. A cerimónia teve lugar no dia 8 de Abril e contou com a participação dos católicos das comunidades do Zumbo
e das autoridades administrativas do Zumbo. Foi uma cerimonia muito emocionante. A igreja já está coberta e restaurada fora e dentro. Um trabalho impressionante que durou 1 no meio a não poucas dificuldades.
É muito difícil fazer chegar o cimento a Miruro. É comprado na Feira, na Zâmbia, depois transportado de camioneta até à margem do rio Lwangwa e, em seguida, levado de canoa até à margem moçambicana do rio. Mulheres carregam no areal cada saco à cabeça, até ao lugar onde está o carro dos bois, os quais percorrem 20 km até chegar à missão. É grande o sacrifício e o empenho de todos ao longo da viagem.
Até ao momento, além da igreja foi reabilitada a casa das Irmãs, residência missionária agora, e as salas de aulas da escola primária da Missão. Já está a funcionar a escola primária na Missão e para o futuro, em coordenação com a Educação, é prevista a criação de uma Escola Básica e de um Posto de Saúde. A Missão de Miruro está ressuscitando, um sinal de esperança deste jubileu