Reabilitação do Edifício do Novo Lar Universitário de São Tiago de Tete

Depois de mais de um ano de trabalhos de reabilitação, está já pronto para ser inaugurado o novo Lar Universitário de São Tiago de Tete. Os trabalhos foram realizados pelo Irmão Serafino Piras e sua equipa de trabalho.

O edifício de dois andares e rés do chão situa-se no interior do complexo da Universidade Católica na cidade de Tete, sendo o último imóvel nacionalizado do antigo Colégio de São José devolvido à Diocese de Tete.

Nesta estrutura tem sede a comunidade missionária Obra de Maria e acolherá estudantes universitárias que frequentam diferentes faculdades do ensino superior na cidade   de Tete. O Lar de São Tiago pertence à Diocese de Tete e é gerido pelas Missionárias da Obra de Maria.

Fundado em 15 de Setembro de 1950 por Dom Sebastião Soares de Resende e confiado à direcção das Irmãs de São José de Cluny, o antigo Colégio de São José era um  Escola Mista, com os cursos infantil, primário, ciclo preparatório e liceal que foi instalado junto à antiga igreja matriz de São Tiago Maior de Tete, na margem direita do rio Zambeze. O Colégio foi nacionalizado pelo governo em 1975, passando a ser sede da Escola Industrial e Comercial Mártires de  Wiriyamu. Grande parte das estruturas do antigo colégio foram devolvidas em 2017 à Diocese de Tete e nelas, depois de uma profunda reabilitação, foi instalada a Faculdade de Gestão de Recursos Naturais e Mineralogia da Universidade Católica de Moçambique.

Depois da recente reabilitação da Igreja de São Tiago Maior, umas das igrejas mais antigas e melhor conservadas de Moçambique e primeira catedral da diocese de Tete, agora com a reabilitação do edifício do Lar Universitário, todo o complexo do antigo Colégio de São José está reabilitado. Aqui está instalada a Universidade Católica, a igreja de São Tiago Maior, capelania das pastoral universitária da cidade de Tete, e o Lar Universitário de São Tiago.

Clinica Móvel Padre Pio da Diocese de Tete Assiste os mais desfavorecidos

Em 2019, apresentou-se na Diocese de Tete um leigo missionário natural da Eslováquia, já com experiência missionária em Angola. Trata-se do senhor Pedro Pagac, natural de Bratislava. Católico convicto, animado por uma grande fé e caridade propõe ao Bispo de Tete trabalhar a favor da saúde dos mais pobres. Dom Diamantino Antunes, apoia a iniciativa, e inicia o projecto da Clinica Móvel de São Padre Pio.

A Clínica Movel São Padre Pio, sem grande estruturas ou burocracias, é uma brigada médica móvel que usa um método eficiente e eficaz para fornecer cuidados essenciais de saúde e nutrição às populações afectadas pelas doenças endémicas, particularmente aquelas populações distantes das unidades sanitárias.

Ela representa uma oportunidade eficaz para identificação e tratamento de malária, diarreia e de casos de desnutrição aguda em situação de emergência.

O projecto desenvolve-se em 12 aldeias, nas proximidades da cidade de Tete, nos distritos de Tete, Moatize, Marara e norte de Changara. O objetivo é fornecer cuidados e serviços de saúde aos mais pobres e vulneráveis desta região.

As principais atividades da Clinica Movel são a prestação de tratamento médico e posterior fornecimento de medicamentos, a implementação de um programa de desnutrição. A clínica movel vai uma vez por mês numa numa aldeia e aí presta assistência médica e educativa. Presta assistência médica a todos os residentes, independentemente da idade sexo e religião.

A assistência médica é prestada diariamente a aproximadamente 80-100 pacientes, semanalmente 400-500 pacientes, mensalmente 1.600-2.000 pacientes, anualmente 16.000-20.000 pacientes.

O projecto não se concentra apenas na prestação de cuidados de saúde e na resolução de problemas de desnutrição mas também inclui um importante trabalho social com crianças de rua na cidade de Tete.

Reabilitação da Histórica Igreja da Missão de São Pedro Claver de Miruro Zumbo

Aquilo que era impossível, torna-se realidade com a força de vontade e espírito de sacrifício. A igreja de Miruro deixou de ser uma ruína de paredes despojadas, para assumir a dignidade de outros tempos. Já está coberta, os rebocos das paredes foram refeitos, já tem janelas e portas. Sobretudo, foi aberta ao culto depois de 60 anos de abandono. Já se voltou a rezar como nos tempos passados. Neste Natal foi celebrada a Missa do Nascimento do Senhor, a primeira desde 1965, ano do encerramento da Missão. A Diocese de Tete, através da acção do Irmão serafino Piras e da sua equipa de pedreiros e carpinteiros, está realizado este trabalho de reabilitação. Além da igreja está a ser reconstruida a escola primária e a residência dos missionários. Trabalho não fácil, olhando a distância e a carência de transportes para aquela região.

A Missão de São Pedro Claver de Miruro situa-se na parte mais oriental de Moçambique e da Diocese de Tete, na fronteira com a Zâmbia. Faz parte do distrito do Zumbo, está situada a 550 km da cidade de Tete. É uma das mais antigas e famosas missões católicas de Moçambique. Foi fundada em 1890 pelos Missionários Jesuítas alemães na margem esquerda do rio Luangwa, que divide Moçambique e a Zâmbia. A Missão está classificada pelo Governo como Monumento Nacional (Património Histórico). Desde da fundação os missionários dedicaram-se à educação das crianças, muitas delas resgatadas da escravidão, criaram orfanatos, escolas primárias com internatos, escola de artes e ofícios.

A história da missão de Miruro tem sido muito atribulada e sofrida. Em 1910, os Jesuítas foram expulsos pelo governo português, tendo-se transferido para a Rodésia do Norte, actual Zâmbia. Foram substituídos pelos Missionários do Verbo Divino em 1912, os quais foram presos e expulsos em 1915 quando Portugal entrou na I Guerra Mundial ao lado da Inglaterra. Em 1926 chegaram os Missionários da Consolata que trabalharam na Missão de Miruro até 1933. Em 1954 chegaram os Missionários do IEME (Padres Burgos).

Em 1966, com o início da guerra colonial contra a presença portuguesa, a Missão de Miruro foi abandonada pelos missionários. Em 1975, depois da independência, os missionários foram proibidos de regressar e todas as estruturas da missão, incluindo a igreja, escolas, internatos, hospital, maternidade, campos agrícolas, etc., passaram para a direcção do Governo. Em 1985, a guerra civil obrigou ao abandono das estruturas da missão de Miruro e iniciou um processo de destruição das estruturas da missão.

Hoje começa uma época nova para a Missão de Miruro, com a revitalização da acção evangelizadora e de promoção humana da Igreja Católica no extremo oeste de Moçambique.

 

Imagem WhatsApp 2024 06 12 às 18.08.13 7d78b13e Imagem WhatsApp 2024 07 25 às 10.59.08 cc4199a5 Imagem WhatsApp 2024 07 25 às 10.59.08 f0e7ece7 Imagem WhatsApp 2024 08 16 às 10.24.00 38403552 Imagem WhatsApp 2024 11 05 às 10.41.49 cc421fd9

Benção da Igreja de Santa Maria de Nachilowe, Paróquia do Cristo rei de Mpenha

Dia 1 de Janeiro, Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, Dom Diamantino Antunes inaugurou a igreja de Santa Maria Mãe de Deus de Nachilowe, Paróquia de Cristo de Rei de Mpenha, na Angónia.

Uma comunidade antiga, fundada no povoado de Nachilowe em 1962. Situada bem na fronteira com o Malawi, no lado direito da estrada nacional de Dedza para Blantyre, a comunidade de Santa Maria nasceu como escola capela pertencendo à Missão de Fonte Boa. Toda a presença católica é centenária pois muito próximo dali foi fundada em 1902 a Missão de Bambeke, no actual Malawi.

Foram centenas de católicos, também da vizinha comunidade de Santo André de Masasa, Missão de Bambeke, participaram na solene Santa Missa presidida pelo Bispo de Tete, precedida pela bênção da solene. Na sua homilia, Dom Diamantino Antunes, falou da importância de Maria na espiritualidade dos católicos, enquanto mãe de Jesus e mãe de todos os baptizados. Falou da criação em 2025 da Paróquia de Lidzulu, da qual a comunidade de Santa Maria de Nachilowe fará parte, com o desmembramento da Paróquia de Mpenha.

Foi na comunidade de Santa Maria que o Bispo de Tete, logo após a sua ordenação episcopal e tomada de posse da Diocese de Tete, em 23 de Maio de 2019, fez a primeira visita pastoral e administrou os primeiros crismas.

Abertura do Jubileu na Diocese de Tete

O Bispo de Tete presidiu no dia 29 de Dezembro, à Missa Solene que marca o início do Jubileu na diocese, alertando para a situação difícil que vive Moçambique provocada pela tensão sócio-política e a violência e apelando à valorização da esperança, tema proposta pelo Papa para este Ano Santo.

“Passámos a Porta Santa juntos, sinal visível da comunhão que nos une, da fé que todos partilhamos em Jesus Cristo, o Verbo feito carne há 2025 anos. Acabámos de celebrar o rito que marca o início do Jubileu na nossa diocese. Será um ano de graça, um “tempo da misericórdia e do perdão” de modo que se abra para cada um de nós o caminho da esperança que não desilude”. O Papa Francisco para este Jubileu quer gestos de paz no mundo. Que o primeiro sinal de esperança do Jubileu se traduza em paz para Moçambique, imerso nestes dias na tragédia da guerra, da violência e do caos, referiu Dom Diamantino Antunes, na homilia da Missa a que presidiu na Catedral de Tete, após uma procissão iniciada junto à igreja de São Paulo e que atravessou a cidade de Tete.

O percurso foi acompanhado por centenas de pessoas, ao longo da avenida Eduardo Mondlane. Durante o percurso, em cada paragem, leu-se uma passagem da Bula “A esperança não engana” com a qual o Papa Francisco proclamou o Jubileu de 2025.

Nas paróquias da Diocese de Tete a abertura da Porta Santa do Jubileu será aberta no próximo Domingo, dia 5 de Janeiro.

Imagem WhatsApp 2024 12 29 às 09.26.04 cb55777c          Imagem WhatsApp 2024 12 29 às 11.15.09 5c534deb

ONDE ESTAMOS

Cúria Diocesana - Tete

Rua Pe. Domingos Ferrão, 81
Caixa Postal 218. TETE

Telefone fixo:+ 258 252 22017
e-mail: diocesedetete@gmail.com

Atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 8 às 12h.

CONTACTE-NOS