Encontro das Novas Comunidades na Diocese de Tete

De 20 e 21 de Fevereiro  aconteceu na Missão  de São José de Boroma o primeiro encontro das novas comunidades na Diocese de Tete. Com o lema “Novas comunidades e Inserção  na igreja local” esse encontro foi idealizado pelo Bispo Diocesano, Dom Diamantino Antunes , que convidou a a Comunidade Shalom para ajudar a dinamizar o encontro.  A comunidade Shalom é uma das comunidades mais antigas em Moçambique!
Esse encontro foi, nas palavras do bispo de Tete um encontro historico “Estamos a fazer história em Moçambique, hoje a Diocese de Tete é a Diocese que mais tem a presença de novas comunidades(…) esse encontro é uma forma de preservar a vossa identidade e ajudar a Diocese a vos conhecer; quem são, qual o vosso trabalho”
Na Diocese de Tete as novas comunidades são ainda uma realidade muito nova e consequentemente pouco conhecida. A primeira Comunidade a chegar foi a Canção Nova em 2019, com uma imersão missionaria na Paróquia do Zobwe.  
Assim a igreja local vê as novas comunidades como institutos e congregações religiosas, e Dom Diamantino tem se preocupado em inserir na Diocese esse conhecimento. 
Nesse encontro, criou-se uma coordenação Diocesana das novas comunidades, com a Obra de Maria e a Canção Nova na direção. A ideia do bispo é que esses encontros sejam anuais.
As novas comunidades que estavam presentes no encontro: Canção Nova, Fazenda da Esperança, Fraternidade o Caminho, Obra de Maria, Sementes do Verbo e o movimento dos Jovens Sarados.
O bispo de Tete apresentou aos missionários presentes no encontro o que a igreja espera das novas comunidades e a grande esperança que são  para a vida na igreja católica  de Tete.

Mensagem do Bispo de Tete para a Quaresma 2024

Estimados diocesanos de Tete,

1 – Estamos vivendo tempos difíceis. Crise económica, guerras entre as nações. Em Moçambique, também não faltam as dificuldades provocadas por causas externas e também internas.

Vendo tudo isto, as pessoas perguntam-se com razão acerca do futuro. Haverá ainda lugar para a Esperança?

Claro que há lugar para esperança. Um cristão sem esperança está longe de ser testemunha de Jesus, alegria e esperança de todo o homem e da sociedade.

Em 2025, iremos celebrar um duplo Jubileu que é um convite a renovar a nossa esperança: O Jubileu do 2025 anos da encarnação de Jesus Cristo que tem como lema “Peregrinos da Esperança” e o Jubileu dos 50 anos da independência de Moçambique. Temos motivos para celebrar e ter esperança.

2 - A verdadeira esperança cristã nasce da Páscoa. A Páscoa é a festa que nós cristãos, celebramos, não apenas na Páscoa Anual, este ano no dia 31 de Março, mas todos os Domingos do ano. Celebrar a Páscoa  é fundamental para a nossa vida. É Páscoa porque o Senhor passa, vem ao nosso encontro. Quando o Senhor passa por nós, nada fica como dantes. Há vida, há alegria, há esperança, há futuro apesar das dificuldades e dos problemas de cada dia.

3 - A Páscoa é antecedida e preparada pela Quaresma que estamos iniciando hoje, Quarta-Feira de Cinzas. É preciso viver a Quaresma com esperança. Isso significa sentir que, em Jesus Cristo, somos testemunhas do tempo novo em que Deus renova todas as coisas (cf. Ap 21, 1-6), «sempre dispostos a dar a razão da nossa esperança» (1 Ped 3, 15): a razão é Cristo, que dá a sua vida na cruz e Deus ressuscita ao terceiro dia.

4 - Vem a Páscoa, irmãos! A Quaresma convida-nos a refazer os relacionamentos com Deus, na oração; com os outros, na esmola; connosco e com a criação, no jejum. São estas as três ações que restituem às nossas vidas o dinamismo de pessoas libertas. Tradicionalmente estas práticas quaresmais resultam numa oferta que se destina a auxiliar os mais pobres, quer corporalmente, quer espiritualmente. Sede generosos! Desejo a todos uma santa e frutuosa Quaresma, com a bênção de Deus.

+Diamantino Guapo Antunes

Diocese de Tete Celebra o Dia do Doente no Hospital de Tete

A Diocese de Tete celebrou no dia 19 de Fevereiro, o Dia Mundial do Doente com uma Missa solene celebrada pelo Bispo de Tete no Hospital Provincial de Tete. Na Santa Missa, celebrada ao aberto, entre duas enfermarias participaram dezenas de católicos das diferentes paróquias de Tete acompanhados pelos seus Sacerdotes e Irmãs religiosas . A Missa foi animada pelo coro da Paróquia de São Carlos Lwanga de Canongola.

O Bispo de Tete recordou na homilia que “o primeiro cuidado de que necessitamos na doença é uma proximidade cheia de compaixão e ternura. Por isso, cuidar do doente significa, antes de mais nada, cuidar das suas relações, de todas as suas relações: com Deus, com os outros – familiares, amigos, profissionais de saúde –, com a criação, consigo mesmo. Todos somos chamados a empenhar-nos para que tal aconteça. Olhemos para o exemplo de Jesus, contemplemos a sua capacidade de parar e aproximar-se, a ternura com que trata as feridas do irmão que sofre”.

Todos juntos os fiéis católicos rezaram pelos doentes e pelo pessoal de saúde. Dom Diamantino Antunes agradeceu o empenho dos movimentos laicais, dos ministros extraordinários da distribuição e dos ministros da esperança da cidade de Tete pelo trabalho pastoral realizado no hospital a favor dos doentes com as visitas, a oração e a ajuda material. Apresentou o novo capelão do hospital de Tete, o padre Oliveira Almone, que a partir de agora é o coordenador da Pastoral da Saúde a nível da cidade de Tete.

No ofertório, os participantes foram generosos na entrega de produtos alimentares que depois da Missa foram entregues por todos os doentes, enfermaria por enfermaria.

Dia do Doente 1

Abertura do Catequistado de São José de Boroma, Diocese de Tete

No Domingo, 11 de Fevereiro, decorreu a cerimónia oficial de abertura do novo Catequistado Diocesano de São José na Missão de Boorma. Onze catequistas com as respectivas famílias, ao todo 52 pessoas entre adultos e crianças, provenientes de diferentes missões/paróquias da Diocese de Tete - Zumbo, Nkantha, Vila Ulonguè, Inhangoma, Doa, Matambo, Marara e Boroma, iniciaram um caminho de formação humana, espiritual e pastoral que durará 1 ano. As famílias de catequistas foram chegando gradualmente nas últimas semanas a Boroma, inserindo-se nesta nova realidade. A Diocese de Tete acaba de construir 12 casas para o catequistado e cada família já está devidamente instalada.

A abertura solene do 1º curso teve lugar durante a Missa deste Domingo presidida pelo Bispo de Tete, Dom Diamantino Guapo Antunes, na igreja de Boroma. Dom Diamantino apelou a todos, catequistas, equipa missionária e paroquianos de Boroma e a levar muito a sério esta experiência de formação de catequistas leigos e suas famílias na convicção de que serão
de grande ajuda para a qualificação da actividade pastoral nas suas paróquias.

No final da Missa, o Bispo de Tete entregou o crucifixo a cada catequista e respectiva esposa como sinal do compromisso assumido em formarem-se na escola de Jesus, de modo a serem discípulos missionários comprometidos com a Missão da Igreja na Diocese de Tete.

Desejamos a todos um fecundo caminho de formação espiritual e pastoral.

Abertura do Ano Formativo no Seminário Propedêutico de Tete

Dia 6 de Fevereiro teve início o ano formativo no Seminário Propedêutico de São João Maria Vianney de Tete. A abertura teve o seu momento central com a  celebração da Santa Missa presidida pelo Bispo de Tete  na qual participaram os seminaristas os padres da equipa formadora e professores e alguns amigos do Seminário.  

Os seminaristas são 17, oriundos de diferentes paróquias da Diocese de Tete. A etapa do Seminário Propedêutico dura, a partir de 2024, dois anos. Esse período inicial de formação serve para qualificar o candidato ao sacerdócio para o ingresso no Seminário Maior, quando cursará a Filosofia e a Teologia. É um período de preparação humana, cristã, comunitária, intelectual e espiritual que se faz em espaço adequado após o nível médio de ensino secundário. A equipe responsável do seminário, Padre Agnano João e padre Ananias Milissão, tem a tarefa de  acompanhar com uma programação própria a formação dos candidatos ao clero diocesano.

Desejamos aos nossos seminaristas uma fecunda e séria caminhada formativa e vocacional.

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