Nota Pastoral dos Bispos Católicos de Moçambique sobre Ataques na Província de Cabo Delgado

A Conferência Episcopal de Moçambique, através de uma Nota Pastoral dos Bispos publicada hoje, exigiu o fim da violência em Cabo Delgado, alertando para o extremismo e a violência que afetam a região, de modo particular contra as comunidades cristãs.

“Condenamos com veemência todas as formas de extremismo violento e de manipulação das populações, especialmente dos jovens, adolescentes e crianças — em nome de interesses religiosos, económicos, ambições de poder e exploração das riquezas naturais”.

Os bispos católicos apelam à intervenção das autoridades estatais para garantirem a segurança, alertando para os evidentes sinais de alastramento do conflito a outras zonas da região norte do país.

“Propomos que as autoridades competentes do país tomem uma decisão corajosa para pôr o fim imediato à intolerância religiosa, que hoje se manifesta sob a forma de ódio contra os cristãos”, adverte o documento.

O episcopado manifesta solidariedade para com a Diocese de Pemba e as famílias deslocadas, recusando qualquer tentativa de instrumentalização da religião e a manipulação das populações locais.

“Quem destrói uma igreja ou outro lugar de culto ataca inocentes e não serve a Deus, pelo contrário,

A mensagem da Conferência Episcopal convida a sociedade civil a permanecer unida na promoção da reconciliação e do diálogo.

“Exortamos todas as comunidades religiosas, autoridades civis, organizações da sociedade e pessoas de boa vontade a permanecerem unidas na promoção da paz, do diálogo, da justiça social e da reconciliação nacional”.

Visita do Bispo de Tete à Arquidiocese de Montreal, no Canadá

De 28 de Abril a 6 de Maio o Bispo de Tete, Dom Diamantino Guapo Antunes, visitou o Canadá, na América do Norte, por motivos familiares e eclesiais.

Durante a sua permanência na Arquidiocese de Montreal teve a oportunidade de contactar com a realidade religiosa e social desta grande diocese do Canadá, situada no Estado do Quebec.

Acompanhado pelo Padre Jean-Marie Kabesa, Vigário Episcopal de Montreal, encontrou-se com o Arcebispo de Montreal, Dom Christian Lepine, com o Director Nacional das Pontifícias Obras Missionárias do Canadá, Padre Yoland Oellet, visitou a comunidade dos Missionários da Consolata, paróquias e outras realidades eclesiais. 

Fez também uma visita à Comunidade das Irmãs Sementes do Verbo, que  trabalham na diocese de Tete, na Missão de Boroma, que tem uma comunidade, recentemente aberta,  na cidade de Montreal.

Dom Diamantino Antunes  presidiu a celebrações litúrgicas, nomeadamente à Santa Missa, no Domingo 3 de Maio, na Paróquia da Santa Cruz de Montreal, para os fiéis da comunidade de língua portuguesa. Presidiu também a Santa Missa na Paróquia de Saint Hubert, na Diocese de Longueil, uma diocese muito próxima a Montreal.

A Arquidiocese de Montreal tem uma forte tradição missionária dentro da Igreja Católica. No passado, milhares de missionários e missionárias partiram para todos os continentes para darem o seu contributo à evangelização e à promoção humana. Hoje, a realidade é muito diferente. Numa sociedade profundamente secularizada, a Igreja Católica atravessa dificuldades próprias deste contexto pós-moderno. 

Apesar disso é a Igreja Católica está viva e a sua vitalidade lhe vem também da participação e contributo de católicos emigrantes de outros continentes, nomeadamente de África.

Nos encontros e celebrações em que participou, Dom Diamantino Antunes aproveitou para falar da realidade social e eclesial de Moçambique, sobretudo da Diocese de Tete.  

Biografia sobre o Padre Franco Gioda

Em tempo de celebração dos 100 anos de presença e missão dos Missionários da Consolata em Moçambique, Dom Diamantino Guapo Antunes, Bispo de Tete, acaba de publicar o livro-biografia do Padre Franco Gioda (1938-2021), um dos Missionários da Consolata que mais se distinguiu no serviço dedicado e heroico à missão em Moçambique.

Esta biografia pretende, através da narração da sua vida e missão, transmitir a estima e admiração de todos aqueles que o conheceram e com ele trabalharam, como é o seu caso, e encontraram nele uma grande figura de sacerdote, missionário e santo.

A memória do Padre Franco permanece viva na vida dos cristãos das diferentes missões onde trabalhou durante tantos anos e em condições difíceis, na Diocese de Lichinga, nas missões de Maiaca, Nipepe, Maúa, Cuamba, Mecanhelas, e na Diocese de Tete, nas missões de Fingoè, Uncanha, Zumbo, Miruro e na Paróquia de São Paulo de Tete. Em todos estes lugares onde ele viveu, trabalhou e anunciou a Palavra de Deus e testemunhou plenamente a caridade. Muitos com ele tiveram a possibilidade de conhecer Jesus Cristo e beneficiar de educação ou de outra ajuda material. Esteve sempre próximo das pessoas, viveu para elas e junto com elas.

O prefacio do livro foi escrito pela Irmã Simona Brambilla, Missionária da Consolata, Prefeita do Dicastério para os Institutos da Vida Consagrada e Sociedade de Vida Apostólica, a qual conheceu ainda jovem o padre Franco e se deixou inspirar pelo seu exemplo missionário.

O livro tem como título “Padre Franco Gioda: Uma vida portadora de consolação” foi publicado pela Consolata Editora.

Visita do Bispo de Tete ao Padre Ananias a estudar em Portugal

Dom Diamantino Antunes, celebrou a Santa Missa do Domingo, 10 de Maio na Paróquia de Nossa Senhora da Oliveira de Samora Correia, na Arquidiocese de Évora, em Portugal.

Nesta paróquia encontra-se desde finais de 2024, a prestar serviço pastoral, como vigário paroquial, o padre Ananias Cambo Milissão do Clero diocesano de Tete.

Foi uma ocasião para o bispo de Tete se encontrar com o sacerdote e conhecer a comunidade paroquial onde está inserido e presta a sua colaboração pastoral. Durante a homília, Dom Diamantino Antunes agradeceu a Arquidiocese de Évora e à Paróquia de Samora Correia por acolher de um modo tão fraterno o padre Ananias e do ter ajudado a inserir-se, sem grandes dificuldades, nesta nova realidade sócio-pastoral.

O Padre Ananias Milissão, durante a semana frequenta o Instituto de Direito Canónico da Universidade Católica de Lisboa, onde se está a especializar em Direito Canónico, estando a concluir com sucesso o segundo ano da sua formação.

Dom Diamantino pode constatar, pelos testemunhos dos fiéis da paróquia, quanto o nosso sacerdote é apreciado e valorizado na sua dimensão humana, espiritual e pastoral.  

A actual Igreja de Samora Correia, foi inaugurada e benzida em 1721. Para além de ser dedicada à padroeira, Nossa Senhora de Oliveira, consagra-se também, como monumento em honra do Apóstolo São Tiago Maior, padroeiro da Diocese de Tete

Centenário da Morte do Fundador dos Missionários da Consolata

No âmbito do ano do Centenário do Nascimento para o Céu de São José Allamano, decorreu no sábado, 25 de abril, em Fátima, um encontro dos grupos da Família Missionária da Consolata em Portugal.

Uma grande festa missionária!

O Bispo de Tete, Dom Diamantino Antunes, Missionário da Consolata participou no evento e presidiu à Santa Missa conclusiva da celebração do Centenário da Morte de São José Allamano. Além disso, os participantes puderam escutar o testemunho missionário do Bispo de Tete e conhecer mais profundamente o trabalho dos Missionários da Consolata em Tete e em Moçambique. Poucos meses, antes da sua morte, em Outubro de 1925, São José Allamano enviou o primeiro grupo de Missionários da Consolata para Moçambique, para a Missão de São Pedro Claver de Miruro, na actual diocese de Tete.

O programa do dia, intitulado “José Allamano, peregrino de consolação”, reuniu pessoas ligadas à congregação, missionários, antigos alunos, leigos missionários, jovens, oriundas de vários pontos do país. Ao longo do encontro foi apresentada a vida e a obra de São José Allamano e dos Missionários da Consolata no mundo.

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