Bispo de Tete Participou na Reunião dos Bispos do Malawi, Zâmbia e Zimbabwe

O Bispo de Tete, acompanhado pelo Padre Angelino Augusto, participou como observador convidado na reunião dos Bispos do Malawi, Zâmbia e Zimbabwe que decorreu em Salima, no Malawi de 15 a 18 de Julho.  

A razão da participação de Dom Diamantino Guapo Antunes a este importante e histórico encontro deve-se ao facto de que a diocese de Tete faz fronteira com 8 dioceses destes 3 países. A participação da Diocese de Tete neste evento eclesial reforça o trabalho de colaboração existente entre a Igreja local de Tete e as dioceses vizinhas, unidas por laços históricos, linguísticos, culturais e políticos.

Durante o encontro os Bispos aprovaram a criação da Associação das Conferências Episcopais Católicas do Malawi, Zâmbia e Zimbabué (ACBC-MAZAZI).
No final da reunião, os Bispos emitiram uma Declaração de Intenções formal na qual sublinharam a necessidade de continuar a reforçar a unidade pastoral, a proclamação do Evangelho e a solidariedade na região, no meio de desafios comuns.
O Santo Padre, o Papa Francisco, através do Dicastério para a Evangelização, encorajou os bispos a continuar a percorrer este caminho de sinodalidade, sublinhando a necessidade de continuar a “construir pontes, reforçar a fé, a unidade e o serviço” entre os países da região. Para o Santo Padre, “construir pontes promove uma visão inclusiva e sistemática da sociedade que aborda igualmente as questões sociais, económicas e ambientais”. Ele apelou à participação contínua, à unidade e à paz sob a orientação divina, com o objetivo de promover o bem comum e a dignidade de todas as pessoas destes países”.

De regresso a Moçambique, Dom Diamantino visitou as Missões de Mua e Nsipe, na Diocese de Dedza, no Malawi.

ORDENAÇÃO SACERDOTAL DO DIÁCONO MARTINHO REMANE EM INHANGOMA-MUTARARA

A Paróquia de Inhangoma viveu no dia de hoje, Domingo, 14 de Julho um dos eventos mais significativos da sua história; o encerramento da celebração do Jubileu dos 75 anos da sua fundação e a ordenação sacerdotal do diácono Martinho Remane, natural de Inhangoma.

Foram muitos os fiéis que acorreram a Inhangoma para participar na celebração da Eucaristia presidida pelo Bispo de Tete, Dom, Diamantino Antunes. Alguns vieram de longe: de Tete, Boroma e Beira. Participou também um bom grupo de sacerdotes, entre diocesanos e religiosos, provenientes de diferentes paróquias da Diocese de Tete.

A celebração decorreu ao aberto, debaixo das frondosas árvores plantadas pelos primeiros missionários. A liturgia foi animada pelo coro paroquial e participada activamente pela numerosa assembleia litúrgica.

Na homilia, Dom Diamantino Antunes, recordou em traços largos a história da Missão e os seus principais protagonistas. Destacou a dedicação de gerações de missionários e o facto que a Igreja Católica esteve sempre presente nos momentos bons e maus, em tempo de paz e de guerra, em tempo de abundância e de fome, sendo uma presença de consolação e de esperança para todos.

Recordou ao ordenando os deveres do seu ministério sacerdotal, sobretudo a proximidade a Deus e aos mais pobres. Em tudo discípulo missionário de  Jesus Cristo e continuador da sua missão, a qual deve ser vivida em colaboração com os colegas no sacerdócio.

A assembleia seguiu com religiosa atenção o rito da ordenação sacerdotal, para muitos era a primeira vez que testemunhavam tal evento.

A ordenação sacerdotal do padre Martinho, como destacou o Bispo, foi o melhor presente que a Paróquias de Deus recebeu por ocasião do seu Jubileu e um dos frutos melhores que ofereceu à Diocese de Tete.

No final da Missa, Dom Diamantino Antunes, benzeu um cruzeiro e uma capelinha dedicada a Nossa senhora do Carmo edificadas no átrio da igreja paroquial, um sinal para a posterioridade da celebração do Jubileu dos 75 anos da paróquia de Inhangoma.

De destacar o trabalho realizado pela equipa missionária, os Padres e Irmãos Pobres de Jesus e as Irmãs Pobres de Jesus, para todos acolher e a preparação da celebração litúrgica e o almoço fraterno 

Tomada de Posse do pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima de Chimadzi-Tete

No Domingo, 7 de Julho, o Bispo de Tete, deu posse ao novo pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima de Chimadzi.

A cerimónia decorreu durante a Eucaristia celebrada por Dom Diamantino Guapo Antunes na nova igreja paroquial recentemente construída.

Foram muitos os fiéis da paróquia de Chimadzi e da vizinha paróquia de São Pedro que participaram na cerimónia. Perante o Bispo de Tete, o Padre Oliveira Almone Chabuedzeca, do Clero diocesano de Tete, emitiu a Profissão de Fé e o Juramento de Fidelidade. Na sua homilia, o Bispo de Tete, aconselhou o pároco a conduzir com sabedoria e zelo a nova paróquia que lhe foi confiada. Apelou para que os fiéis mantenham-se unidos em comunhão ao serviço da mesma missão. A Igreja Católica é de todos e para todos. Insistiu também na necessidade de construir a paróquia sobre os pilares da Catequese, Liturgia e Economia/Caridade.

A Paróquia de Nossa Senhora de Fátima situa-se no Bairro Sansão Muthema, na Unidade de Chimadzi. Foi fundada a 13 de Maio de 2022, desmembrada da Paróquia de São Pedro de Tete e é constituída por 4 comunidades cristãs e 8 núcleos.

Ao Padre Oliveira Almone desejamos um fecundo ministério pastoral na Paróquia de Chimadzi.

Jubileu dos 75 Anos da Missão de Nossa Senhora de Inhagoma-Mutarara

De 8 a 13 de Julho, o Bispo de Tete, fez visita pastoral à Paróquia de Inhangoma. Percorreu a Paróquia de lés a lés, acompanhado pela equipa missionária composta pelos irmãos e as irmãs da Comunidade Pobres de Jesus, celebrando a Missa e administrando os Crismas nas comunidades cristãs de Sucamiala, Maputi, Gogodani, Mponda e Cassano. Foi uma ocasião para dar graças a Deus pelos 75 anos de fundação e missão da presença católica no Posto Administrativo de Inhangoma. Uma história feita de coragem e muita caridade, numa região sujeita a tantas intempéries dos homens e da natureza.

Inhangoma fica no distrito de Mutarara, Província de Tete, a cerca de 350 quilómetros de Tete. A Missão Católica de Nossa Senhora do Carmo foi fundada em 10 de Maio de 1949, desmembrada da Missão de Nossa Senhora de Fátima de Murraça, e entregue aos Missionários de Africa por Dom Sebastião Soares de Resende, Bispo da Beira. Os seus fundadores foram os padres Francisco Schupp e Marino Vicenzo, no lugar de Cassano. Só alguns anos mais tarde a missão veio para o lugar actual de Inhangoma, devido às grandes cheias dos rios Zambeze e Chire. Confronta a Norte com a Missão de São Pedro Claver do Charre, a Sul com o rio Zambeze, a Este com o mesmo rio a diocese de Quelimane e a Oeste com a Missão de Nossa Senhora de Fátima de Murraça. Com a criação da diocese de Tete, em 1962, a missão ficou a pertencer, desde então, à diocese de Tete.

As Irmãs Missionárias Franciscanas da Mãe do Divino Pastor fazem parte da equipa missionária da missão de Inhangoma colaborando na pastoral e na promoção humana.

Em 1971, quando os Missionários de África foram expulsos de Moçambique, a missão estava em pleno florescimento e tinha atingido um grande desenvolvimento, tanto no campo da promoção humana e cultural como no campo da evangelização, pelo crescimento dum grande número de cristãos e comunidades vivas e comprometidas. Depois da saída dos Missionários de África, assumiram a responsabilidade pastoral da missão os Missionários de Burgos, os padres Alberto Font e Xavier Fábrega.

A missão então contava com 4.500 católicos. Mantinha em funcionamento 20 escolas frequentadas por 4.000 alunos. Como obras de promoção humana e assistência, havia um internato masculino e um internato feminino, posto sanitário e maternidade.

A missão de Inhangoma foi nacionalizada em 1975 e em 1979 os missionários foram obrigados a sair da região. Mais tarde, em 1981 vieram os missionários Combonianos para a assistência pastoral da região, mas tiveram que abandonar a missão em 1986 para se refugiarem no Malawi com a população durante a guerra civil.

Após o acordo de Paz em 4 de Outubro de 1992, as Irmãs Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor, entenderam que era necessário e urgente regressar a Inhangoma para ir acolhendo os refugiados que regressavam às suas terras.

Os edifícios da missão estavam completamente destruídos e o mato cobria os escombros. Entretanto, o organismo dos Jesuítas ao Serviço dos Regressados reconstruiu alguns edifícios escolares para dar continuidade ao ensino à distância (ESAM) iniciado no Malawi, e reconstruiu também a maternidade e a casa das irmãs, onde passaram a habitar no dia de Natal de 1994. Em seguida reconstruiram os internatos da Missão e acolheram alunos e alunas que frequentavam a escola.

De 1993 até 1995 os Missionários Combonianos, residentes na Paróquia de Charre, tiveram à sua responsabilidade pastoral da paróquia de Inhangoma. Em 1995 esta responsabilidade passou para o clero diocesano de Tete.

Nos anos seguintes foi feito um bom trabalho de formação dos catequistas através de cursos realizados na paróquia e nas zonas pastorais. Rapidamente o número de comunidades cristãs aumentou: Em 1999 havia 28 comunidades cristãs divididas em cinco zonas pastorais: Zona Centro: 6, Zona Sul-Oeste: 5, Zona Sul: 6, Zona Norte: quatro e Zona Leste: 5.

Em 1999, sendo pároco, o padre Vital Conala, realizaram-se trabalhos de reabilitação da igreja paroquial de Inhangoma. A partir de 2003 os padres diocesanos retiraram-se de Charre e Inhangoma e no final de 2004 as Irmãs Franciscanas da Mãe do Divino Pastor deixaram a Missão de Inhangoma.

A 12 de Julho de 2005, os Missionários Xaverianos, assumiram a cura pastoral da Paróquia de Charre e a assistência pastoral à paróquia de Inhangoma.

De 2011 a 2016 a Paróquia de Inhangoma contou com a presença do leigo missionário Serafino Piras que desenvolveu um excelente trabalho de promoção humana a favor da população e das comunidades cristãs.

A convite de Dom Diamantino Antunes, no dia 15 de Maio de 2022 as Irmãs Pobres de Jesus vieram trabalhar na Diocese de Tete, na Paróquia de Inhangoma e em Setembro desse ano chegaram os Pobres de Jesus que assumiram a cura pastoral da paróquia. Esta nova equipa missionária deu um novo vigor à pastoral paroquial e ao trabalho de promoção humana dirigindo o Lar Feminino e Masculino da Missão, a escolinha Avó Ângela e o Centro Nutricional.

Hoje, a Paróquia de Inhangoma tem uma superfície de 900 quilómetros quadrados, com uma população de 57.480 habitantes, dos quais 14.000 são católicos, organizados em 32

comunidades cristãs.

Padre Elton João Laissone toma posse como novo Vigário Geral da Diocese de Tete

No passado dia 6 de Julho, na igreja-santuário de São José de Boroma, Dom Diamantino Guapo Antunes deu posse ao Padre Elton João Laissone como Vigário Geral da Diocese de Tete.

A cerimónia teve lugar durante a Missa concelebrada por um bom número de sacerdotes da Diocese de Tete. Depois das leitura da provisão de nomeação, o Padre Elton, na presença do Bispo de Tete, fez a Profissão de Fé e o Juramento de Fidelidade.

A figura e cargo do Vigário Geral é muito importante numa diocese. De modo particular, o Bispo Diocesano confia ao Vigário geral às tarefas de o representar e substituir em caso de ausência, com as tarefas previstas pela normativa canónica.  Segue, em estreito entendimento com o Bispo e em colaboração com os Vigários episcopais,  aquilo que concerne ao cumprimento dos encargos pastorais confiados aos presbíteros e aos diáconos.

O Padre Elton João é natural de Tete, foi ordenado sacerdote para o clero diocesano de Tete em 2006. Actualmente é pároco da Paróquia de São  Tiago Maior-Catedral de Tete.

Desejamos ao Padre Elton um fecundo trabalho como Vigário Geral da Diocese de Tete

 

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